|
|
|---|
|
|
Para se ouvir com pleno sentir é necessário a cadeira porque a alma não pode estar a pensar nas pernas. No princípio é sempre a palavra, mas antes da palavra fala o silêncio. Depois a música como o vento sopra onde quer. Percorre todo o espaço e depois desce e entra no nosso corpo e é aqui que nasce a música. |
Nascido em Sheffield, Inglaterra, Richard Hawley, filho de um metalúrgico, cedo aprendeu a tocar guitarra com o seu pai e com o seu tio e cresceu a ouvir Frank Sinatra, Roy Orbison, Elvis Presley e Johnny Cash. Outrora membro dos Longpigs, banda Britpop e mais tarde guitarrista de palco dos Pulp de Jarvis Cocker, seu amigo de longa data, decidiu um dia mostrar-lhe uma demo-tape caseira. Impressionado com o que ouviu, Jarvis Cocker convence Richard Hawley a ir para estúdio e gravar o seu primeiro registo a solo, um mini álbum de título homónimo, corria o ano de 2001. Um ano mais tarde regressa a estúdio para gravar “Late Night Final”, inspirado na sua terra natal, onde as melodias suaves e angustiadas percorrem os mesmos trilhos de Scott Walker, embora sempre com um traço de originalidade. “Lowedges”, o segundo longa duração, tem novamente uma referência a Sheffield, desta vez ao curioso nome de um local dos subúrbios da cidade que serviu de título para o disco, tendo recebido excelentes críticas da imprensa, chegando o New Musical Express a considerar “Lowedges” como o “primeiro grande disco de 2003”. Em 2004, Richard Hawley assina pela Mute e edita “Coles Corner”, disco que gerou uma enorme onda de entusiasmo em seu redor e que lhe valeu a nomeação para o tão cobiçado Mercury Prize. Alex Turner, ao receber o prémio pelos Arctic Monkeys exclamou: “Chamem o 112, o Richard Hawley acabou de ser roubado!”. Em 2007, surge “Lady’s Bridge”! Sempre com Sheffield como pano de fundo, é mais um compêndio de canções absolutamente maravilhosas onde a sua voz grave e os arranjos delicados, nos fazem acreditar que o mundo ainda é feito de juras de amor eterno. Para ver, ouvir e sentir com nostalgia e sem pretensiosismo, no Festival Para Gente Sentada! |
Oriunda de Nova Iorque, Nina Nastasia começou a sua carreira nos anos 90 e “Dogs”, o primeiro registo discográfico surge em 1999. O lendário John Peel considerou “Dogs” um disco absolutamente fantástico. Muitas vezes comparada a Karen Dalton e a Joni Mitchell, a delicadeza e simplicidade da voz de Nina Nastasia marca uma presença intimista e melancólica onde as letras focando temas como o amor, desejo, perda, infância, fantasia e os dramas humanos nos envolve num misto de encantamento e tristeza. Com uma carreira sólida e à qual se gerou um enorme culto, Nina Nastasia lançou quatro álbuns em nome próprio até à data, sendo “On Leaving”, de 2006, o último registo da cantora. Em 2007, Nina Nastasia junta-se a Jim White, lançam em conjunto “You Follow Me” e em 2008, enceta uma digressão a solo onde Portugal é paragem obrigatória, em mais uma edição do Festival Para Gente Sentada. |
Com doze álbuns gravados na Europa, Terry Lee Hale, americano de Santo António, Texas, tem uma história de vida bastante curiosa. Considerado por muitos como um dos melhores compositores americanos dos últimos anos, Terry Lee Hale conhece a América como poucos, não tivesse percorrido o país quase de uma ponta à outra, bem ao estilo “On The Road”. Trabalhou como carpinteiro, camionista, ajudou em quintas e ranchos, foi cozinheiro, operário fabril, barman, agente, actuou em bares e em clubes entre outras coisas mais, tudo para poder alimentar o sonho de uma carreira musical e para garantir o sustento da sua filha. Impressionados? Em Seattle forma os The Ones e estabelece amizade com os Walkabouts o que lhe abre uma porta no circuito da cidade. Em 1987, vê finalmente os seus méritos reconhecidos ao ser incluído um tema na colectânea “Lowlife” da editora Ironwood. O tema “Dead is Dead” surgiria igualmente noutra colectânea, “SubPop200”, da lendária SubPop. Decide entretanto mudar-se de armas e bagagens para a Europa, fixa residência em Paris e em 1993 grava o seu primeiro álbum “Oh What a World” pela Normal Records. Seguem-se mais oito discos pela Glitterhouse Records e um pela Blue Rose. Em 2007, surge o magnífico “Shotgun Pillowcase”, através da espanhola Borderdreams, produzido pelo seu amigo e fonte inspiradora, Chris Eckman (Walkabouts). Um álbum que conta histórias da vida, do caminho árduo que é necessário percorrer para se chegar a um porto seguro. São canções folk, rock, blues que nos ensinam a seguir em frente! |
Músico e produtor, o prolífico Joe Henry estreia-se em Portugal, com um concerto no Festival Para Gente Sentada, onde vem apresentar “Civillians” o mais recente registo discográfico deste trovador americano e que a revista Wire considerou como disco do ano. Gravado e misturado no seu estúdio caseiro, “Civillians” conta com a ilustre presença de Van Dyke Parks ao piano em temas como “I Will Write My Book” e no brilhante “Civil War”. Com uma carreira que remonta aos anos 80, Joe Henry editou o seu primeiro álbum “Talk of Heaven” em 1986. Um disco onde a influência country/alt country era bem patente. Algo que continuaria a verificar-se nos discos que se seguiram, até que “Fuse”, de 1999, nos mostra um Joe Henry as experimentar sonoridades trip-hop. O grande ponto de viragem dar-se-ia no entanto com “Scar” de 2001. Joe Henry grava o álbum acompanhado única e exclusivamente de músicos de jazz, tais como Marc Ribot, Brian Blade, Brad Mehldau e contanto com uma aparição excepcional de Ornete Coleman. Descrito como sendo uma incursão por terrenos que só Tom Waits sabe pisar, “Scar” foi um disco aclamado por toda a crítica especializada e representou uma lufada de ar fresco na música popular americana, um triunfo, como descreveu o All Music Guide. Em 2003, Joe Henry edita “Tiny Voices”, disco que o próprio apelidou de difícil e intencionalmente caótico, mas que voltou a cair nas boas graças da imprensa. Com “Civillians”, Joe Henry sente que atingiu o céu: “acho que nunca tinha gravado um disco antes sem que me sentisse preocupado com a opinião dos outros, fosse a minha editora, o meu agente, a minha mulher. Fosse quem fosse! Com “Civillians” sinto-me completamente liberto!” |
Considerados por muitos como umas das grandes revelações do último ano no panorama musical em Portugal, Sean Riley & The Slow Riders vêm ao Festival Para Gente Sentada justificar a razão para tamanha distinção. Oriundos de Coimbra, o projecto junta Sean Riley a Bruno Simões e Filipe Costa. O disco de estreia “Farewell” é uma viagem pelas as raízes folk-rock americanas passando pelos blues. É um disco simples, directo e genuíno ao qual não se pode ficar indiferente! |
Norberto Lobo é um músico lisboeta e “Mudar de Bina” o seu primeiro álbum em nome próprio. Um disco quase absolutamente centrado na sonoridade da guitarra acústica e, por essa via, na capacidade expressiva e interpretativa de Norberto Lobo como guitarrista. O álbum foi gravado literalmente entre casa e a rua, e a sua audição revela de forma quase auto-evidente o quanto há de ajustado nesta circunstância. As melodias evocadas, as harmonizações relativamente complexas (em boa parte próprias das características do instrumento) e a abordagem simples e directa da interpretação criam um ambiente de intimidade e de uma certa melancolia que se poderiam dizer “caseiros”; e no entanto há uma força vital, um vigor no ataque e um muito saudável afastamento de toadas sentimentalistas que aproximam claramente este disco da “rua”. |
|
Festival Para Gente Sentada 2008 Cine-Teatro António Lamoso - Santa Maria Da Feira 22 e 23 de Fevereiro - 22h00 BILHETES À VENDA: www.ticketline.sapo.pt, lojas Fnac, Posto de Turismo de Santa Maria da Feira e Cine-Teatro António Lamoso. VENDA ANTECIPADA: 2 DIAS = 20€ ; 1 DIA = 15€ VENDA NO DIA: 2 DIAS = 25€ ; 1 DIA = 18€ |
|
Ritmos – Agenciamento e Produção de Artistas e Espectáculos, Lda. |
| RITMOS 2008 |